Sob um céu vestido de negro,
estrelas de ouro, luar de sonho,
contemplo uma existência perdida
em recordações que queimam o presente.
Alma flamejante num jogo da vida
perdido sem saber na primeira jogada.
Embrenhado em desejos de cor
vividos numa realidade a preto e branco.
Absorto num arrependimento sem benção
por oportunidades lançadas ao vento,
sou tomado pela sonolência que me transporta
para o lado negro de um ser que não compreendo.
Evoco amarguras de outrora,
tentando justificar os meus erros.
E nas imperfeições de um dado momento
mascaro o que foi no que podia ter sido.
As infantilidades de adulto,
que da realidade faz brinquedo,
forçam decisões incoerentes
tomadas por alguém que não viveu.
E por fim deixo-me ficar.
Como uma sobra mais,
que se verga à luz da lua
lentamente ofuscada pelo sol madrugador.
Passeio
Há 1 dia
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